O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) solicitou o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (3). O pedido ocorre após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que detalha as relações do magistrado com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O documento da PF possui 218 páginas e foi baseado na análise de um celular apreendido de Vorcaro. A corporação ressalvou que o trabalho ainda não é conclusivo e que outros aparelhos devem passar por perícia. O relatório contém mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a um contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
Nikolas Ferreira mencionou contratos entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Um dos contratos previa R$ 108 milhões e outro negócio, com a Viking Participações, envolvia R$ 50 milhões. O escritório afirmou que Moraes consultou o documento para verificar eventuais impedimentos legais.
O parlamentar citou ainda metadados de um documento que apontam o perfil “Ministro Alexandre de Moraes” como responsável pela última edição, além de registros sobre aeronaves e cartões do Banco Master destinados aos dois filhos do ministro. Segundo o escritório de advocacia, os cartões não foram utilizados.
Em vídeo publicado no X nesta quarta-feira (2), o deputado criticou a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O PGR pediu ao STF a anulação do relatório da PF, alegando que a investigação determinada por André Mendonça apresenta irregularidades e defendeu a nulidade das provas.
Nikolas Ferreira afirmou ter apresentado o pedido de afastamento cautelar à Suprema Corte e assinou um novo pedido de impeachment contra o ministro. O parlamentar questionou a natureza da relação entre Vorcaro e o magistrado, citando mensagens em que o ex-banqueiro buscava orientações pouco antes de ser preso.


