O Museu Lucas de Arte Narrativa abre ao público no dia 22 de setembro, em Los Angeles, com foco em obras que utilizam a narrativa como forma de arte. A instituição, criada por George Lucas, reunirá coleções pessoais do cineasta e de sua esposa, a empresária Mellody Hobson, em um espaço de 9,3 mil metros quadrados.
A franquia Star Wars representa apenas 7% do acervo do museu, informou a diretora executiva Tracey Bates. A exposição de abertura, chamada “Star Wars in Motion”, exibirá versões de produção do landspeeder de Luke Skywalker e veículos utilizados no filme “O Retorno de Jedi”.
A maior parte do espaço é destinada a artistas que ficaram fora do circuito tradicional, como Maxfield Parrish e Norman Rockwell. Segundo Bates, Rockwell é um dos grandes narradores visuais de sua época. A galeria do artista inclui a pintura “O Problema com o Qual Todos Vivemos”, que retrata a entrada de Ruby Bridges, uma menina negra de seis anos, em uma escola de Nova Orleans em 1960.
O curador-chefe Ryan Linkof explicou que a organização das galerias prioriza as narrativas em vez de divisões por estilos ou períodos. O modelo permite a convivência de trabalhos de Frida Kahlo, Diego Rivera e Andy Warhol com mangás, animes, quadrinhos e ilustrações de fantasia.
O edifício foi projetado pelo arquiteto chinês Ma Yansong e levou oito anos para ser construído no Exposition Park, área próxima à Universidade do Sul da Califórnia. A construção tem formato que remete a uma nave espacial, descrita por Ma Yansong como uma nuvem ou o topo de uma árvore flutuando.
O acervo conta ainda com desenhos de “Flash Gordon” e “Buck Rogers”, citados como referências para o universo de Star Wars. O núcleo da coleção abrange obras de ficção científica, cultura pop e imaginário infantil.


