O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, protocolou nesta quinta-feira (3) no Senado Federal pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). As denúncias alegam crimes de responsabilidade ligados a movimentações financeiras envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Renan Santos sustenta que os ministros agiram de modo incompatível com a honra e o decoro de suas funções, conforme previsto na Lei 1.079/1950. O pedido solicita a constituição de uma comissão especial e a abertura de processos que podem resultar na perda dos cargos e inabilitação por oito anos para funções públicas.
No documento contra Alexandre de Moraes, o candidato cita contratos de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A denúncia menciona ainda um contrato de R$ 50 milhões relativo ao uso de aeronaves de Vorcaro. Renan afirma que Moraes teria fornecido informações privilegiadas e aconselhamento jurídico ao banqueiro em troca de pagamentos feitos à esposa.
Em resposta, o escritório Barci de Moraes declarou que não identificou impedimento legal na contratação e que o ministro jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master.
A denúncia contra Dias Toffoli foca em aportes de R$ 35 milhões destinados ao resort Tayayá, no interior do Paraná. O empreendimento teria participação da Maridt Participações, empresa de Toffoli e seus irmãos. Segundo o texto, os valores teriam sido repassados via fundo Arleen, cujo cotista era o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, enquanto Toffoli era relator do inquérito sobre o banco.
Toffoli deixou a relatoria do caso em fevereiro de 2026, quando o processo foi redistribuído ao ministro André Mendonça. O ministro declarou ter recebido dividendos da Maridt, mas negou qualquer pagamento direto de Daniel Vorcaro.
As acusações dependem agora de análise e tramitação no Senado Federal. Renan Santos também solicitou acesso a documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre as investigações do caso Master.


