A crise em Ceuta provocou manifestações da base social da direita nesta quinta-feira (3), marcando uma mudança na dinâmica de mobilizações na região. Diferente de ocasiões anteriores, os protestos ocorreram de forma orgânica, sem a coordenação ou convocação das lideranças do Partido Popular e do Vox.
Durante oito anos, as legendas de direita tentaram levar a população às ruas por motivos diversos. O cenário atual, no entanto, indica um ponto de inflexão nas mobilizações locais, com a população agindo à margem das orientações partidárias.
As manifestações de ontem não foram motivadas por chamados de Alberto Núñez Feijóo ou Santiago Abascal. A movimentação ocorreu independentemente da vontade dos líderes políticos, distanciando-se de protestos anteriores contra a amnistia ou o independentismo.
A apuração indica que a base social da direita se uniu por meio de um sentimento de pertença. A motivação do grupo é descrita como comunitária e inclusiva, partindo de demandas que surgiram de baixo para cima.


