As eleições de outubro mobilizam o eleitor brasileiro para a escolha de representantes do Poder Legislativo em três esferas distintas. A atuação de deputados federais, estaduais e distritais varia conforme a abrangência das leis que produzem, desde normas válidas para todo o território nacional até pautas de interesse local.
Os deputados federais ocupam 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, em Brasília. Eles são responsáveis por votar temas de relevância nacional, como reformas trabalhistas, regras do Imposto de Renda e alterações no Código Penal. Além de legislar, esses parlamentares fiscalizam as ações do Governo Federal e participam da votação do Orçamento da União.
A quantidade de representantes federais por estado é proporcional à população. São Paulo possui a maior bancada, com 70 deputados, enquanto estados como Acre, Roraima, Sergipe e Amapá têm o piso de oito representantes.
Nas Assembleias Legislativas, os deputados estaduais criam leis de interesse regional. A atuação envolve a destinação de verbas para hospitais e universidades estaduais, diretrizes para as polícias civil e militar e pautas como a gratuidade no transporte público metropolitano. Eles também votam as contas públicas do estado.
Em São Paulo, a bancada estadual é a maior do país, com 94 parlamentares. Nos estados menos populosos, o número mínimo é de 24 deputados estaduais.
No Distrito Federal, a função é exercida por 24 deputados distritais na Câmara Legislativa do DF. Esses parlamentares acumulam atribuições híbridas, legislando sobre pautas distritais e municipais, papel que, nos demais estados, é dividido entre deputados estaduais e vereadores.


