A Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio) pedem cautela no debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho nesta quinta-feira (3).
As entidades fluminenses acompanham a posição da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que atua junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional. Embora considerem legítima a discussão own novas formas de organizar a jornada, as organizações defendem que a mudança seja precedida por estudos técnicos e análises dos efeitos na economia.
A preocupação recai sobre setores com grande volume de empregados, como a construção civil. Entre os riscos citados estão o aumento de custos, a redução de investimentos, alterações no nível de emprego e atrasos na entrega de obras.
O presidente da Ademi-RJ, Leonardo Mesquita, afirmou que o debate deve considerar as condições de cada atividade econômica. Segundo Mesquita, o aumento dos custos trabalhistas pode ser repassado ao consumidor por meio do preço dos imóveis. Ele defende que a modernização das relações de trabalho seja construída com diálogo e responsabilidade.
Claudio Hermolin, presidente do Sinduscon-Rio, alertou para o planejamento de equipes e cronogramas nos canteiros. Na visão de Hermolin, uma alteração ampla na jornada, sem considerar as particularidades do setor, pode alongar prazos e afetar tanto empreendimentos privados quanto obras públicas.
As entidades e a CBIC também defendem que a decisão sobre o fim da escala 6×1 não ocorra durante o calendário eleitoral. O grupo sustenta que o tema exige discussão técnica entre trabalhadores, empregadores e representantes do poder público para avaliar impactos na produtividade e na geração de empregos.


