O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a aprovação imediata de uma legislação de incentivos fiscais federais para a produção de cinema e televisão. A medida, anunciada nesta quinta-feira (3) via rede Truth Social, visa criar empregos na indústria do entretenimento e atrair filmagens que atualmente ocorrem fora do território norte-americano.
A proposta recebeu apoio de entidades sindicais do setor, incluindo o Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) e a International Alliance of Theatrical Stage Employees (IATSE), que representa técnicos e profissionais de bastidores. O Teamsters Local 399, que abrange 6.500 profissionais da Califórnia e do Novo México, também manifestou concordância com a medida.
Sean Astin, presidente do sindicato dos atores, afirmou em comunicado que a solicitação por incentivos fiscais federais é exatamente o que a indústria do entretenimento precisa. O ator parabenizou a liderança de Trump na questão.
Embora o presidente não tenha detalhado a legislação, a apuração indica que o projeto vem sendo elaborado com a interlocução de Jon Voight, embaixador especial de Trump em Hollywood, e sindicatos. A medida também encontra apoio entre democratas, como o senador Adam Schiff, da Califórnia.
O esforço federal soma-se a iniciativas estaduais. A Califórnia elevou os incentivos locais de US$ 330 milhões para US$ 750 milhões no último ano fiscal para tentar recuperar a atividade em Hollywood.
Em 2025, Trump havia anunciado uma tarifa de 100% para produções rodadas no exterior, mas a proposta não se mostrou viável. O novo modelo de renúncia fiscal segue a lógica de políticas culturais adotadas em diversos países, como ocorre no Brasil por meio da Lei Rouanet, da Lei Paulo Gustavo e da Lei Aldir Blanc.


