O índice de gerentes de compras (PMI) do setor de serviços no Brasil subiu de 49,7 pontos em julho para 50,5 em agosto, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3) pela S&P Global. O resultado indica a aceleração do ritmo de crescimento da atividade, impulsionada pela conquista de novos contratos e ampliação da base de clientes.
A demanda pelo setor apresentou estabilização no período. Após a queda registrada em julho, o volume de novos negócios permaneceu praticamente inalterado em agosto, com relatos que variam entre o aumento de consultas e a ocorrência de cancelamentos de projetos, maior concorrência e impactos da inflação.
As pressões inflacionárias continuam a ser um desafio para as empresas. Custos de insumos como cabos, alimentos, componentes eletrônicos, tintas, têxteis e madeira seguiram subindo, além de gastos com energia, combustível, mão de obra, financiamento e transportes. O ritmo de alta, porém, foi mais lento do que o observado em julho.
Houve aceleração na inflação de preços de venda em agosto, tentativa das empresas de recuperar margens e repassar custos. A S&P Global apontou uma assimetria nesse processo: 41% das companhias relataram aumento de custos, mas apenas 16% elevaram os preços cobrados.
Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, afirmou que a melhora na economia de serviços foi tímida. A executiva explicou que a expansão permanece frágil diante da demanda moderada e pressões sobre custos, notando ainda que a queda acentuada nos pedidos em atraso sugere capacidade ociosa.
Já o PMI Composto, que soma os indicadores de serviços e indústria, subiu de 48,8 em julho para 49,1 em agosto. Como o índice permaneceu abaixo de 50 pontos, a S&P informou que a atividade do setor privado brasileiro registrou nova contração.


