O Museu de Arte do Rio (MAR) participa da 16ª edição da ArtRio com a instalação performática Salão Parayzo, da artista Lyz Parayzo, e o lançamento da Coleção Bandeiras. O estande da instituição será transformado em um salão de manicure para promover diálogos sobre questões sociais e políticas com os visitantes.
A performance de Parayzo, que completa 10 anos em 2026, utiliza o ato de fazer as unhas como ponto de partida para discussões sobre identidade, corpos e direitos. O curador-chefe do MAR, Marcelo Campos, afirmou que a instalação cria um ambiente de interação para refletir sobre a presença de pessoas trans e travestis em salões de beleza, servindo como espaço de autodefesa.
Para estimular a circulação de público, o museu oferece gratuidade de visita ao MAR, localizado na Praça Mauá, para quem adquirir ingressos para a feira. A obra de Parayzo já integrou a exposição Casa Carioca e possui uma versão incorporada ao acervo da instituição.
O museu também apresenta o projeto MAR DE OBRAS, com a Coleção Bandeiras. A série reúne quatro gravuras inspiradas em bandeiras hasteadas no Palacete Dom João VI, com trabalhos de Sonia Gomes, Xadalu, Guilhermina Augusti e Mayara. As peças serão disponibilizadas via doações, e os valores arrecadados financiarão exposições de jovens artistas na Galeria da Biblioteca do MAR.
Em parceria com o Museu Bispo do Rosário, o MAR assina a curadoria do estande da Prefeitura do Rio na ArtRio. Marcelo Campos e Carolina Rodrigues selecionaram obras com foco na Zona Oeste e na Pequena África, incluindo artistas como Tia Lúcia, Douglas Dobby, Mauricio Horta e Mariana Maia.
A seleção priorizou a inclusão de profissionais que ainda não possuem representação por galerias comerciais. Segundo Campos, a medida visa estimular carreiras de artistas que produzem trabalhos relacionados ao Morro da Providência ou homenagens a Iemanjá.


