Uma professora de História de 26 anos morreu nesta quinta-feira (3) após ser atendida e liberada duas vezes no mesmo dia em um hospital municipal no Rio de Janeiro. A paciente foi diagnosticada com crise de ansiedade em ambas as ocasiões, mas faleceu posteriormente em uma unidade de saúde de Duque de Caxias.
O atestado de óbito indicou que a causa da morte foi um tamponamento cardíaco. A jovem deu entrada na unidade de saúde de Duque de Caxias com quadro de parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O tamponamento cardíaco ocorre quando há pressão no coração devido ao acúmulo de sangue ou líquido no pericárdio, a membrana que circunda o órgão. Segundo o Manual MSD, a condição é considerada uma emergência médica, pois impede a capacidade de bombeamento do coração, podendo causar queda brusca da pressão arterial e choque circulatório.
Os sintomas comuns incluem vertigem, falta de ar, desmaios, frequência cardíaca rápida e pele fria ou azulada. As veias do pescoço também podem apresentar inchaço ou distensão.
A condição pode ser causada por ataque cardíaco, ruptura de aneurisma aórtico, pericardite aguda, cirurgias cardíacas ou câncer de pulmão em estágio avançado. O diagnóstico é feito por meio de sintomas, exames e ecocardiograma realizado em pronto-socorro.
O tratamento consiste na pericardiocentese, procedimento que utiliza uma agulha para retirar o líquido ou sangue acumulado ao redor do coração. A intervenção alivia a pressão e permite que o órgão retome as batidas normais.


