A Bélgica registrou quase 3 mil mortes adicionais durante sucessivas ondas de calor desde junho, segundo autoridades de saúde. O volume de óbitos ocorreu no período confirmado como o verão mais quente já registrado na história do país, enquanto França e Reino Unido também atingiram recordes de temperatura.
O instituto nacional de saúde pública Sciensano contabilizou cerca de 365 mortes adicionais entre 28 de julho e 16 de agosto, durante a terceira onda de calor. Esse número soma-se a quase 2.600 óbitos ocorridos nas duas ondas anteriores.
Na França, a ministra da Transição Ecológica, Monique Barbut, afirmou que o país vivenciou o verão mais quente desde o início das medições, em 1900. O calor severo no país causou grandes incêndios florestais e incluiu uma onda de 23 dias entre o final de julho e agosto, igualando o recorde de duração estabelecido em 1983.
Cientistas apontam que as mudanças climáticas causadas pelo ser humano tornaram eventos extremos mais intensos e frequentes. A Europa é considerada o continente que aquece mais rapidamente no planeta.
A insolação, que ocorre quando a temperatura corporal ultrapassa os 40ºC, é um dos principais problemas de saúde associados ao calor extremo. A condição provoca pele vermelha, dor de cabeça, tontura, confusão mental e pode levar à perda de consciência.
Outras condições frequentes incluem a desidratação por perda de água e eletrólitos e a exaustão pelo calor, caracterizada por fraqueza e náusea. As altas temperaturas também agravam doenças pré-existentes e podem impactar gravemente órgãos como cérebro, coração, rins e fígado.


