O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (3) que o varejo brasileiro não enfrenta uma retração generalizada, mas atravessa um processo de transformação. Segundo o ministro, o fechamento de lojas tradicionais é resultado da mudança nos hábitos de consumo e da expansão das compras feitas pela internet.
Durigan informou que a atividade econômica do país apresenta bom desempenho. O comércio registrou crescimento de 2% entre janeiro e junho de 2026.
A proporção de vendas realizadas via comércio eletrônico subiu de 8%, registrada antes da pandemia, para 20% atualmente. “Há mudanças de cenário no hábito de consumo. As pessoas passaram a consumir muito mais pela via digital do que indo nas lojas”, disse o ministro.
A apuração indica que a concorrência de empresas financeiras reduziu a receita de estabelecimentos tradicionais. Os clientes diminuíram o uso de cartões próprios de varejistas, o que acelerou a migração das vendas físicas para o meio digital.
O chefe da pasta declarou que as taxas de juros pressionam as companhias do setor. Como as redes varejistas operam com margens pequenas de lucro e dependem de crédito para sobreviver, o custo do dinheiro impacta a operação.
De acordo com Durigan, a taxa de juros elevada inibe a compra e reduz o consumo. O acesso restrito ao crédito encarece as prestações e desestimula a aquisição de bens pelos clientes.


