O desaparecimento do campo magnético da Terra provocaria a perda gradual da atmosfera, a evaporação dos oceanos e a exposição da superfície a radiações letais. O escudo invisível, originado no núcleo externo do planeta por camadas de ferro e níquel líquidos, é o responsável por desviar a maior parte do vento solar.
A falha completa dessa barreira permitiria a entrada de jatos de partículas lançados pelo Sol. Jim Green, cientista sênior da NASA, afirmou que esse processo foi o que tornou Marte inabitável. Sem a proteção, o ar seria arrancado e a Terra se transformaria em um deserto.
A radiação solar causaria aumento de mutações genéticas e casos de câncer. Espécies que dependem do magnetismo para migração, como baleias e aves, perderiam a rota, o que ameaçaria cadeias alimentares inteiras. Pesquisadores indicam que haveria ainda a fuga de oxigênio e hidrogênio, além da ampliação do buraco na camada de ozônio.
Laboratórios utilizaram câmaras de campo magnético zero, revestidas de materiais condutores, para simular esse ambiente. Os testes mostraram que a ausência da força coloca em risco tecidos vivos e sistemas biológicos complexos.
Em outra frente de estudo, pesquisadores da Universidade de Pequim analisaram dados sísmicos de terremotos ocorridos entre 1990 e 2023. A apuração indicou que o núcleo interno desacelerou e passou a inverter a rotação da Terra.
Os responsáveis pela pesquisa informaram que a variação altera a duração dos dias e mexe com o campo magnético, mas não indica a proximidade de desastres ou mudanças bruscas no planeta.


