As bolsas europeias fecharam em alta nesta quinta-feira (3), com exceção de Lisboa, apoiadas pelo alívio nos juros globais e apetite por risco. O movimento ocorreu apesar das tensões no Oriente Médio, que limitaram os ganhos, e da forte queda do setor de luxo em Paris.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,11%, para 19.998,20 pontos, com destaque positivo para a Acerinox, que avançou 3,2%. Milão registrou alta de 0,88% no FTSE MIB, fechando a 52.245,47 pontos. Londres teve alta de 0,70% no FTSE 100, que atingiu 10.831,52 pontos, impulsionado pelas ações da Vodafone (+2,6%) e Airtel Africa (+2,3%).
O DAX, em Frankfurt, subiu 0,65%, para 26.007,57 pontos. A Deutsche Telekom avançou 1,4% após a aquisição de participação pela Elliott Investment Management, enquanto as montadoras Volkswagen (+3,1%) e BMW (+1,8%) também subiram. Já em Paris, o CAC 40 teve alta tímida de 0,07%, fechando a 8.286,40 pontos após recuperação no final do pregão.
O setor de luxo em Paris recuou 1,9%, penalizado por temores sobre a demanda na China e no Oriente Médio. A Hermès caiu cerca de 3%, a LVMH perdeu 2,1% e a Kering recuou 2%. Analistas do JPMorgan informaram que veem fraqueza persistente nas vendas chinesas até o fim do ano e possivelmente em 2027.
No campo dos dados, o PPI da zona do euro teve alta anual de 5,8% em agosto. Os PMIs de serviços indicaram expansão no bloco e no Reino Unido, mas contração na Alemanha. O índice PSI 20, em Lisboa, foi o único a fechar em queda, com recuo de 0,04%, para 9.401,50 pontos.
O Goldman Sachs avaliou que a adaptação do transporte ao bloqueio de Ormuz tende a limitar novas altas do petróleo. Já Kristina Hooper, da Man Group, afirmou que as ações europeias encontram apoio em gastos com indústria, infraestrutura e defesa.


