Candidatos a cargos legislativos nas eleições de 2026 no Rio de Janeiro registraram nomes de urna inusitados para se diferenciarem no pleito. Entre os registros da Justiça Eleitoral constam apelidos como Tadala, Zé Ninguém, Martelo de Thor e Chupa Cabra, utilizados por perfis que variam entre estreantes na política e veteranos com múltiplas candidaturas.
O empresário Ary Cezar Milesi Junior, de 45 anos, concorre a deputado estadual pelo AGIR sob o nome Tadala. Em seu site oficial, o candidato afirma que pretende “dilatar os caminhos que o Estado entupiu” e defende a redução da burocracia no Rio de Janeiro.
Outro nome que chama a atenção é o de Neimar Brandao Hevia do Valle, de 43 anos. O empresário disputa vaga de deputado federal pelo Missão como Neymar Pesadão da Ilha Grande e defende a emancipação daquela região. Ele já havia concorrido ao mesmo cargo em 2018, quando obteve 768 votos.
Emerson Cruz de Oliveira, de 50 anos, utiliza o nome Zé Ninguém para tentar uma vaga de deputado federal pelo Mobiliza. O morador de Itaguaí possui um histórico de sete candidaturas desde 2004, tendo disputado cargos de vereador, vice-prefeito e deputado. Em 2018, foi suplente para a Câmara dos Deputados com 2.897 votos.
A lista de nomes curiosos inclui ainda Edivaldo Moura Pereira, eletricista de 60 anos que concorre a deputado estadual pelo PDT como Chupa Cabra, e Andre Del Pino Guerra Tavares, de 62 anos, que utiliza o nome Martelo de Thor para disputar vaga pelo PV. O segundo declarou patrimônio de R$ 44 mil.
No PSB, Nilton Cesar Pereira Moreira, de 53 anos, concorre como Cesinha Com Todo Gás. O empresário, que declarou bens de R$ 3 milhões, foi eleito vereador de Macaé em quatro legislaturas consecutivas, entre 2012 e 2024. Já Aparecida Justina da Silva Domingos, de 59 anos, disputa vaga estadual como Tia do Café.
Outros registros incluem Fabio Santos da Silva, motorista que usa o nome Alibaba do Magaça pelo Avante, e Francisco Rogerio Leandro Ramos, empresário que concorre como Rogério 007 pelo AGIR. Este último declarou patrimônio de R$ 500 mil em um imóvel comercial em Nova Iguaçu.


