O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quinta-feira (3) que as suspeitas de corrupção na Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) são “fatos isolados”. Durante visita a obras em Guarulhos, ele declarou não acreditar que a nova operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afete a aprovação de sua gestão.
A Operação Caldarium resultou na prisão do ex-diretor-geral da Diretoria Executiva da Administração Tributária (Deat), André Weiss, e do advogado João André Buttini de Moraes. De acordo com as investigações, os dois lideravam uma organização criminosa que cobrava propina para favorecer empresas na análise e liberação de créditos tributários bilionários.
Tarcísio informou que Weiss, servidor de carreira, já havia sido afastado do cargo em maio, após o avanço da Operação Ícaro levantar suspeitas sobre seu envolvimento no esquema. O governador afirmou que a gestão tem atuado de forma proativa e que a população “sabe separar as coisas” ao analisar o cenário eleitoral.
O governo estadual contabiliza cinco servidores da Fazenda demitidos, seis respondendo a processos administrativos disciplinares que podem levar ao desligamento e outros 17 afastados. Tarcísio declarou que todo desvio será severamente punido e que não tolerará tais condutas em hipótese alguma.
Sobre a fiscalização da Sefaz, o governador disse que a pasta adotou medidas contra fraudes, especialmente no setor de combustíveis. Segundo ele, mudanças nas regras de cobrança e fiscalização elevaram a arrecadação de ICMS de combustíveis em um valor entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões adicionais.
Atualmente, pesquisas indicam a vitória de Tarcísio no primeiro turno, com 51,1% das intenções de voto contra 39,9% de Fernando Haddad, do PT.


