A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (3), o lançamento do GPT-6 Astra, novo modelo de inteligência artificial voltado para pesquisas científicas e aplicações profissionais. A ferramenta foca em setores como serviços financeiros, análise de dados e engenharia de design, visando competir diretamente com o Fable 5.1, da Anthropic.
O modelo utiliza uma técnica de raciocínio chamada profundidade recorrente, que processa a mesma consulta várias vezes em vez de seguir etapas sequenciais. A abordagem menos linear gera preocupação entre especialistas em cibersegurança, como Zvi Mowshowitz, que argumenta que laboratórios de IA precisariam de regulação para evitar uma corrida por métodos que tornam o raciocínio das máquinas mais opaco.
Em testes padronizados, o Astra registrou aproveitamento de 100% no ExploitBench, 98,6% no ARC-AGI e 97,6% no FrontierMath Tier 4. A OpenAI declarou que o sistema é o seu modelo mais alinhado até o momento, com maior compreensão da intenção do usuário e respeito aos limites estabelecidos.
A companhia informou que o Astra gasta cerca de 47% menos tempo por tarefa do que o GPT-5.6 Sol. No teste DeepSWE v1.1, o novo modelo superou a versão anterior com um custo de API por tarefa aproximadamente 57% menor, estratégia adotada para enfrentar a concorrência de modelos chineses de código aberto.
Sobre a segurança, a empresa afirmou que os recursos do Astra podem ajudar a identificar e corrigir vulnerabilidades, embora exijam salvaguardas robustas. Para viabilizar estudos, a ferramenta será liberada para parceiros com menos restrições.
O acesso para os demais usuários ocorrerá nos próximos dias por meio dos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise. O modelo também será integrado à API da OpenAI e à AWS.


