O Bitcoin (BTC) subiu para a região de US$ 81 mil nesta quinta-feira (3), com alta próxima de 4,7%, após investidores reduzirem as apostas em um novo aumento de juros nos Estados Unidos. A valorização ocorreu depois de declarações do diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, sobre a manutenção da taxa básica.
O ativo saiu de US$ 78 mil e operou acima de US$ 81 mil no início da tarde, revertendo uma mínima de US$ 77 mil registrada mais cedo. Em Washington, Christopher Waller afirmou que apoia a manutenção da taxa de política monetária no intervalo atual de 3,50% a 3,75% ao ano, caso os dados de desinflação de agosto se confirmem. O dirigente disse que consideraria um aumento apenas se a inflação vier “quente”.
A probabilidade de alta na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, marcada para 15 e 16 de setembro, recuou para pouco mais de 50%, vindo de dois terços no início da semana. O movimento foi influenciado por dados de trabalho, como o relatório da ADP, que apontou a criação de apenas 38 mil vagas no setor privado em agosto, número abaixo da expectativa.
Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, afirmou que um mercado de trabalho mais fraco reduz a pressão para o Fed apertar os juros. O analista avaliou que a combinação de atividade econômica resiliente, evidenciada pelo PMI de serviços do ISM em 55,4, com a desaceleração do emprego, reduz o receio de alta de juros sem indicar recessão.
A subida foi acelerada por um short squeeze, com a liquidação de US$ 260 milhões em posições vendidas nas quatro horas anteriores ao início da tarde. O movimento também afetou outros ativos: o ouro para dezembro encerrou em alta de 2,84%, a US$ 4.539,90 a onça-troy, e o S&P 500 avançou mais de 1%.
Entre as criptomoedas, o Ethereum subiu cerca de 4,4%, chegando a US$ 2.500, enquanto o XRP e a Solana avançaram 8,6% e 5,6%, respectivamente. Fontes disse que a recuperação dos US$ 80 mil demonstra força do ativo. O mercado aguarda agora o relatório oficial de emprego, que sai nesta sexta-feira, e o índice de preços ao consumidor de agosto, no dia 11 de setembro.


