O candidato à Presidência Wilson Grassi (Democrata) defendeu a extinção dos governos estaduais e das Assembleias Legislativas em entrevista concedida nesta terça-feira (1º). O médico-veterinário propõe que as prefeituras se reportem diretamente ao governo federal e que a gestão das polícias seja transferida para a União.
Grassi afirmou que o cargo de governador não possui utilidade e que os Estados consomem metade do orçamento público. O candidato também sugeriu a redução do número de municípios, declarando que cidades com 5 mil ou 10 mil habitantes não deveriam existir.
Entre as propostas econômicas, o candidato sugeriu elevar o salário de deputados federais para R$ 1 milhão por mês. Em contrapartida, propõe o fim da cota parlamentar e das emendas, fazendo com que os parlamentares arquem com despesas de transporte, alimentação e assessores. Atualmente, o subsídio mensal de um deputado é de cerca de R$ 47 mil.
No campo social, Grassi apresentou o programa Meu Botox, Minha Vida, que prevê a aplicação gratuita de toxina botulínica para mulheres de baixa renda. O candidato se posicionou contra o fim da escala de trabalho 6×1 e defendeu anistia ampla, geral e irrestrita para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e manifestações pós-eleições de 2022.
Recentemente, o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a campanha digital de Grassi e bloqueou recursos do Fundo Eleitoral por falta de informação correta sobre perfis de propaganda. A decisão foi revertida na última quarta-feira (2), liberando a participação do candidato em debates.
Em levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (2), que ouviu 2.004 pessoas, Grassi registrou 0% das intenções de voto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 37%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29% e Augusto Cury (Avante) com 10%.
Grassi, de 56 anos, é empresário e veterinário. Ele disputou cargos de deputado estadual em São Paulo em 2006, deputado federal em 2022 e vereador da capital paulista em 2024, mas não foi eleito em nenhuma das ocasiões.


