Trabalhadores bancários de Goiás iniciaram nesta quinta-feira (3) a votação de propostas para a campanha salarial da categoria. O acordo negociado prevê reajuste de 100% do INPC mais 0,6% de ganho real, o que pode representar um aumento próximo a 4,8%, dependendo da inflação.
As assembleias envolvem profissionais da rede privada, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, com votações que seguem até sexta-feira (4). No caso dos bancos privados, haverá também votação presencial itinerante nas agências. A convenção coletiva terá duração de dois anos, mantendo a mesma proporção de reajuste para 2027, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Estado de Goiás, Sergio Luiz da Costa.
A situação da Caixa Econômica Federal é a que apresenta maior risco de paralisação. O impasse concentra-se nas discussões sobre o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Caso a proposta seja rejeitada, a categoria poderá iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir de 8 de setembro, com projeção de mobilização nacional.
No Banco do Brasil, a pauta foca no reajuste salarial e na manutenção de cláusulas preexistentes, sem a mesma perspectiva de greve vista na Caixa. Já nos bancos privados, como Itaú, Bradesco, Santander, Safra e Mercantil, não há conflitos específicos que indiquem paralisação imediata.
Além dos salários, a negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) inclui vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche. O sindicato informou que rejeitou a tentativa das instituições de utilizar um indicador de inflação específico para alimentos no reajuste do vale-alimentação.
A categoria em Goiás reúne entre 9,5 mil e 10 mil profissionais. Em 20 de agosto, houve uma paralisação em resposta a propostas que sugeriam reajustes abaixo do INPC e a divisão da categoria por faixa etária para a concessão de aumentos.


