A Transparência Internacional-Brasil e o Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) cobraram, em manifestações divulgadas nesta quarta-feira, a abertura de uma investigação ampla e independente sobre as relações do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, com autoridades dos Três Poderes, defendendo que o processo ocorra sem sigilo.
A Transparência Internacional-Brasil descreveu o episódio como um dos momentos mais graves da história institucional do país. A organização afirmou que as informações sobre os vínculos entre Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e outras autoridades exigem apuração imediata e exaustiva.
A entidade manifestou preocupação com a independência dos órgãos responsáveis por investigar o caso e promover eventuais punições. A lista inclui o STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Senado e a Polícia Federal (PF). A organização citou ainda que outros ministros da Corte e integrantes de diferentes Poderes teriam mantido relações com interesses associados ao banqueiro e ao Banco Master.
Há também um alerta sobre o risco de as investigações serem contaminadas pela polarização eleitoral e por campanhas de desinformação. Segundo a entidade, são previsíveis ataques digitais coordenados e tentativas de deslegitimar agentes públicos para mascarar a corrupção sistêmica.
O Instituto Não Aceito Corrupção defendeu que as suspeitas apontadas em relatório da Polícia Federal sejam analisadas pelo plenário do STF. O processo está sob a relatoria do ministro André Mendonça. O instituto afirmou que o exame coletivo da matéria é o único caminho para a preservação da instituição, em respeito ao princípio da colegialidade.
Para o INAC, a apreciação conjunta é necessária para garantir a segurança jurídica e o devido processo legal. A instituição solicitou que a tramitação permaneça sem sigilo, citando o princípio constitucional da publicidade e o interesse público para permitir o monitoramento da sociedade e da imprensa.


