A Polícia Federal (PF) utilizou softwares especializados e a análise de arquivos temporários de aparelhos iPhone para recuperar mensagens apagadas de Daniel Vorcaro, envolvido no caso do Banco Master. O procedimento permitiu o acesso a conteúdos enviados como mensagens de visualização única no WhatsApp, conforme documento divulgado pela corporação nesta terça-feira (1º).
Os investigadores identificaram que Vorcaro escrevia textos no aplicativo Notas do iPhone e realizava capturas de tela. Essas imagens eram enviadas via WhatsApp com a função de visualização única. No entanto, o sistema do aparelho gerava automaticamente um arquivo PDF com o mesmo conteúdo em uma pasta temporária.
Especialistas explicam que a criação desses arquivos ocorre de forma automática no iPhone, sem a necessidade de ação do usuário. Sistemas operacionais e aplicativos costumam criar pastas temporárias durante a execução de funções, o que deixa armazenada no dispositivo uma cópia do conteúdo enviado.
A apuração também abordou a criptografia de ponta a ponta, que protege conversas para que apenas os interlocutores as visualizem. Para contornar essa proteção, a Polícia Federal utiliza softwares licenciados, destinados exclusivamente a autoridades e indisponíveis para o público geral.
A tecnologia empregada pela PF é capaz de localizar mensagens que já foram excluídas do celular. A recuperação de dados em investigações ocorre, portanto, tanto por meio de rastros e arquivos remanescentes no dispositivo quanto pelo uso de ferramentas especializadas para acessar dados protegidos.


