Um levantamento da empresa de diagnóstico Aviloo, que analisou 20 modelos de carros elétricos e realizou cerca de 500 mil verificações entre 2022 e 2026, revelou que a degradação das baterias é pequena nos primeiros 150 mil quilômetros, contrariando temores de compradores de veículos usados.
O estudo mediu o State of Health (SoH), índice que indica a capacidade original de armazenamento de energia disponível. Nos primeiros 50 mil km, nenhum dos modelos analisados ficou abaixo de 90% de sua capacidade. O Hyundai Ioniq 5 liderou a amostra com 97,13%, seguido pelo Mercedes-Benz EQA, com 96,56%, e o Kona Electric, com 96,27%.
Aos 100 mil km, as diferenças tornaram-se mais evidentes, mas o cenário permaneceu estável. O Ioniq 5 manteve 95,27% da capacidade, enquanto o Mercedes-Benz EQA registrou 95,01%. Na extremidade oposta, o Nissan Leaf ZE1 e o Renault Zoe apresentaram 88,27% e 88,87%, respectivamente. A diferença é atribuída a projetos mais antigos e à ausência de gerenciamento térmico líquido.
Ao atingirem 150 mil km, o Mercedes-Benz EQA assumiu a liderança com 93,97%, seguido pelo Ioniq 5 com 93,79% e o BMW i4 com 93,62%. Diversos modelos, incluindo Volvo XC40 Recharge e Ford Mustang Mach-E, mantiveram-se acima de 91%. Já o Nissan Leaf ZE1 registrou a menor marca, com 86,67%.
A apuração indica que a quilometragem não é o único fator determinante. No Tesla Model 3, por exemplo, veículos com 150 mil km apresentaram variações de capacidade entre 80,28% e 94,53%. A Aviloo informou que climas quentes, uso frequente de carregadores rápidos e longos períodos com a bateria em 100% influenciam a variação.
A empresa explicou que a química da célula, a idade do veículo e a estratégia de gerenciamento do fabricante também impactam o resultado. Modelos com baterias menores tendem a ter mais ciclos de carga e descarga para a mesma quilometragem, o que acelera o desgaste.


