O Banco Central (BC) proibiu a inclusão de propagandas, ofertas comerciais, hiperlinks ou qualquer conteúdo não relacionado à transação nos comprovantes de pagamentos do Pix. A decisão, publicada nesta quinta-feira (3), visa preservar a função do documento e reduzir o risco de golpes por meio de links fraudulentos.
A proibição foi incluída na nova versão do manual de requisitos mínimos para a experiência do usuário, que integra o regulamento do Pix. Segundo a autarquia, as novas normas entram em vigor no dia 1º de março de 2027.
Em nota, o BC informou que a atualização foca no reforço da segurança e na clareza das informações aos usuários. O texto menciona ainda o aprimoramento da jornada de contestação de transações via Mecanismo Especial de Devolução (MED).
A nova versão do manual estabelece melhorias no acionamento do MED, funcionalidade disponível nos aplicativos bancários desde 1º de outubro de 2025. O objetivo é oferecer uma jornada mais orientativa para quem sofreu fraudes.
O sistema passará a utilizar linguagem cotidiana para facilitar a identificação do tipo de golpe. O usuário poderá detalhar o ocorrido e anexar documentos e comprovantes, informações que o BC classificou como essenciais para a análise da instituição da vítima e do recebedor.
A medida também busca orientar o cidadão quando a situação não for elegível ao MED, como em casos de desacordo comercial sem fraude. A intenção é evitar expectativas indevidas e direcionar o usuário aos canais de atendimento adequados.


