Candidatos ao governo de Pernambuco detalharam seus planos de governo para a área de Segurança Pública, conforme exigência da lei eleitoral. As propostas apresentam visões contrastantes, abrangendo desde a desmilitarização completa das corporações e o desencarceramento até a implementação de reconhecimento facial e o reforço do efetivo policial.
João Campos (PSB) propõe que o comando da segurança pública volte a ser liderado diretamente pelo governador, com metas rígidas de redução da criminalidade. O plano inclui a criação de uma central de monitoramento inteligente na Região Metropolitana, videomonitoramento com inteligência artificial em rodovias e divisas estaduais, além de plantão 24h nas Delegacias da Mulher (DEAMs).
Raquel Lyra (PSD) defende a expansão do programa Juntos pela Segurança e a instalação de câmeras com reconhecimento facial no Recife, Caruaru e Petrolina. A candidata prevê a conclusão de complexos penitenciários em Araçoiaba, Itaquitinga e Tacaimbó, além da construção de sete novos batalhões da Polícia Militar (PM) e a realização de concursos periódicos.
As propostas de esquerda focam na mudança estrutural do sistema. Guilherme Fonseca (PSTU) sugere a desmilitarização total da PM e a unificação das polícias em uma corporação civil. Ivan Moraes (PSOL) propõe a proibição do reconhecimento facial por risco de discriminação racial e a criação de corregedorias externas independentes para apurar violência policial.
Renan Hallais (Missão) propõe um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para automatizar a abertura de concursos quando houver déficit de efetivo. Seu plano prevê que as corporações atinjam 85% do quadro legal até o fim do mandato e proíbe o uso de recursos públicos para artistas que façam apologia ao tráfico.
Outras candidaturas apresentam medidas específicas: Jeremias Cosmo (Democrata) foca na modernização da Polícia Científica e redução de inquéritos paralisados; a Professora Camila (UP) defende a extinção da estrutura militarizada e punição a agentes da ditadura; e Victor Assis (PCO) propõe a extinção de todas as estruturas armadas estatais e o direito irrestrito ao armamento.


