O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (3), no Palácio do Planalto, a queda na fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em agosto, o número de pedidos pendentes caiu para 1,252 milhão, volume inferior aos 1,394 milhão de novos requerimentos recebidos no mês.
Para o Ministério da Previdência Social, a fila é considerada zerada quando há menos pedidos novos do que os já em análise. O órgão informou que o acúmulo foi causado por um aumento exponencial de solicitações no início da gestão, com crescimento de 40% na média mensal de pedidos.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse que as pessoas se sentem estimuladas a buscar benefícios por ser um governo que concede direitos. Ele afirmou que a maior parte das pendências está dentro do prazo legal de 45 dias, embora mais de 200 mil pessoas aguardem há mais tempo, principalmente em casos de Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Para reduzir a espera, o ministério adotou cinco medidas: nomeação de 2.510 servidores, teleatendimento para perícia médica em 865 agências, envio on-line de exames, pagamento de bônus a funcionários e mutirões aos fins de semana. As ações reduziram em 76% o tempo de espera por perícia, com decisão média em 34 dias.
As reclamações por demora na ouvidoria do INSS caíram 82%, passando de 15.519 em fevereiro para 2.570 em agosto. No evento, o presidente Lula minimizou os custos da Previdência Social e declarou que o déficit real é o pagamento de R$ 1,3 trilhão de juros anuais, criticando a atribuição de responsabilidades fiscais aos benefícios sociais.


