O comércio eletrônico no Brasil atingiu 139 milhões de consumidores nos últimos 12 meses, um crescimento de 20 milhões em relação ao ano anterior. A pesquisa, realizada pelo SPC Brasil em parceria com a Offerwise Pesquisas, indica que a média mensal de pedidos subiu de 4,6 para 5,1.
A parcela de pessoas que realizou compras on-line no último mês saltou de 54% para 66%. O valor médio do último pedido permaneceu estável, passando de R$ 224 em 2025 para R$ 225 em 2026. O frete grátis é o fator decisivo para 60% dos entrevistados, seguido por preços baixos (49%) e promoções (44%).
As redes sociais foram utilizadas por 54% dos consumidores no último ano. O TikTok lidera como principal plataforma de compra, citado por 24% dos participantes, seguido pelo Instagram (17%) e YouTube (12%). Os segmentos de moda e vestuário (49%), cosméticos (44%) e itens para casa (39%) concentram a maior parte dessas transações.
O WhatsApp registrou uso por 73% dos consumidores no último mês, com média de 2,1 pedidos. A participação em grupos de promoções exclusivas no aplicativo cresceu 14 pontos percentuais, atingindo 55% do público.
João Paulo Travasso Maia, coordenador de Soluções do SPC Brasil, afirmou que o consumo on-line deixou de ser uma alternativa eventual para integrar a rotina. Segundo Maia, o hábito digital atende desde necessidades recorrentes até decisões planejadas, elevando a expectativa por segurança e praticidade.
Apesar da expansão, o índice de problemas na última compra subiu de 20% para 27%. As principais queixas são entrega fora do prazo (8%), produto diferente do anunciado (7%) e itens danificados (6%). O limite de espera aceitável para o consumidor é de 4,5 dias em média.
O levantamento ouviu 800 pessoas com 18 anos ou mais entre 25 de maio e 4 de junho de 2026. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


