Benjamin Steinbruch deixou a presidência executiva da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) nesta quinta-feira (3), após 24 anos no cargo. O empresário de 73 anos assume a presidência do Conselho de Administração, enquanto a gestão executiva passa para Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale e da Klabin.
A mudança ocorre enquanto a CSN realiza uma reestruturação para melhorar a estrutura de capital e reduzir o endividamento. A dívida líquida da companhia atingiu R$ 42,13 bilhões no segundo trimestre. Como parte da estratégia de desalavancagem, a empresa avalia a venda de ativos, incluindo participações no setor de cimento.
Schvartsman, engenheiro de produção formado pela Escola Politécnica da USP, tem a missão de conduzir essa etapa financeira. Ele presidiu a Vale entre 2017 e 2019, deixando o cargo após o rompimento da barragem de Brumadinho, e também liderou a Klabin.
Steinbruch assumiu o comando da CSN em 2002, após liderar o consórcio que participou da privatização da empresa em 1993. Sob sua gestão, o grupo diversificou as atividades para além da siderurgia, expandindo para mineração, cimento, ferrovias, portos, logística e energia.
O mercado reagiu positivamente ao anúncio, com as ações da CSN subindo mais de 16% nesta quinta-feira. O movimento reflete a expectativa de investidores sobre a nova gestão e a redução do endividamento.
Apesar de sair da presidência executiva, Steinbruch continuará envolvido nas decisões estratégicas do conglomerado controlado por sua família. A transição estabelece a separação entre o comando estratégico e a gestão operacional da companhia.


