Ex-ministros e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a defender a apuração de mensagens trocadas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e Daniel Vorcaro, do Banco Master. As manifestações ocorrem enquanto o presidente Lula não se pronuncia publicamente sobre o episódio.
Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, afirmou que a lei deve ser aplicada a qualquer pessoa e que não é possível ter dois pesos e duas medidas. Gleisi Hoffmann, ex-articuladora política do governo, declarou que não vê problema na realização de impeachment e julgamento de ministro do Supremo, função que atribuiu ao Senado.
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, disse que a verdade precisa ser conhecida e os responsáveis punidos, classificando a situação como grave para o Brasil. Ele mencionou que a apuração deve envolver quem for necessário, citando a existência de inquéritos sobre o filme ‘Dark Horse’ e sobre o próprio STF.
Paulo Pimenta, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, afirmou que nenhuma denúncia deve deixar de ser apurada em uma democracia sólida. Para o ex-ministro, a investigação deve ocorrer independentemente dos personagens envolvidos ou da proximidade com as eleições.
O presidente Lula não se manifestou sobre o caso, apesar de ter recebido Moraes para um café no Palácio do Planalto há poucas semanas. A apuração indica que o petista teme que a repercussão do caso Master gere efeitos negativos em pesquisas eleitorais.
As declarações dos quatro políticos, que agora são candidatos, convergem na defesa de que os fatos sejam analisados pelas instâncias responsáveis, embora apresentem diferentes níveis de distanciamento em relação ao magistrado.


