O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (3), que as investigações sobre o Banco Master devem ser conduzidas sem blindagens, independentemente de quem seja atingido. Em vídeo, o presidente classificou o escândalo como o maior roubo da história do Brasil e cobrou atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria Geral da República (PGR).
Lula disse que o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador da instituição, possui relações com pessoas poderosas. O presidente informou que o banco foi fechado e o empresário preso durante sua gestão, mas ressaltou que há suspeitas de envolvimento de agentes públicos e políticos no esquema que teria atingido milhões de pessoas em diversos estados e municípios.
O chefe do Executivo criticou a ocorrência de vazamentos seletivos de investigações, afirmando que a democracia não pode ficar refém desse processo. Ele defendeu que o presidente da Suprema Corte e a PGR liderem um procedimento que assegure a confiança e a integridade das apurações.
Segundo o presidente, o sistema político e o Judiciário necessitam de reformas profundas para que as instituições sejam respeitadas. Ele declarou que as pessoas na vida pública devem colocar o compromisso com o interesse coletivo acima de interesses individuais.
A manifestação ocorre enquanto a equipe de campanha de Lula busca ajustar o tom do discurso sobre a crise envolvendo mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Adversários políticos tentam vincular o presidente ao magistrado, tese que a campanha do petista classifica como falsa.
Na noite de terça-feira (1º), Lula se reuniu no Palácio do Planalto com os ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes. O encontro aconteceu após o início da crise envolvendo membros da Suprema Corte.


