O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, informou nesta quinta-feira (3) que deixou a sociedade do Instituto Iter. A decisão, tomada na quarta-feira (2), prevê a cessão total de suas cotas e as de sua esposa sem qualquer contrapartida financeira, transformando a instituição em uma entidade sem fins lucrativos.
Mendonça afirmou, em nota, que jamais obteve lucro com a organização, criada em 2024 para atividades educacionais e acadêmicas. O presidente do Instituto Iter, Victor Godoy Veiga, confirmou a saída do magistrado e declarou que não houve distribuição de lucros ou dividendos nos dois anos de atividade da entidade.
As cotas e eventuais valores correspondentes serão destinados a finalidades sociais e educacionais. O ministro seguirá vinculado ao instituto apenas para a prestação de serviços acadêmicos na condição de professor.
A movimentação ocorre após o Instituto Iter ser mencionado em reportagens recentes da imprensa. As publicações trouxeram questionamentos sobre a atuação da entidade e contratos firmados com órgãos públicos.
Em 10 de fevereiro deste ano, Mendonça, que é pastor presbiteriano, havia anunciado em pregação que a parte da família no instituto seria a consagração de um altar a Deus. Na ocasião, ele disse que separaria 10% de possíveis lucros para dízimo e investiria os 90% restantes em educação e obras sociais.


