A produtora Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, deve entregar nesta sexta-feira (4) à Polícia Federal (PF) documentos relativos ao filme “Dark Horse”, que narra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A entrega ocorre após pedido de colaboração voluntária enviado por um delegado da PF em Brasília.
O prazo inicial para a entrega dos papéis era a sexta-feira anterior, mas foi adiado devido a dificuldades na coleta de documentos internacionais. O sócio majoritário do braço internacional da empresa ainda não teria encaminhado todas as informações necessárias, segundo apuração da imprensa local.
O pedido da PF, enviado por e-mail no dia 18 de agosto, solicita a apresentação de faturas pagas, invoices nacionais e estrangeiros, contratos, aditivos, demonstrações de despesas e comprovantes da origem dos recursos e financiamentos empregados na obra.
A defesa da produtora inicialmente alegou que a medida seria uma “pesca probatória”, mas decidiu colaborar após obter mais informações das autoridades. Em nota, a Go Up reafirmou a regularidade da execução do projeto.
A empresa informou que o recebimento de uma parcela de recursos transferida pelo banqueiro Daniel Vorcaro foi reportado à Justiça de São Paulo em prestação de contas apresentada em 10 de junho de 2026. O aporte ocorreu em setembro de 2025.
A apuração indica que Vorcaro transferiu mais de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 8,5 milhões na cotação da época) para um fundo do filme, elevando o total de recursos transferidos pelo banqueiro para US$ 12,3 milhões. O montante diverge de declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que as transferências já haviam sido interrompidas.
A Go Up declarou que todos os valores foram destinados integralmente à produção e que houve uma tentativa de nova transferência em outubro de 2025, operação que não teria sido concluída no sistema financeiro brasileiro.


