O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Ganga, detalhou a estratégia de combate a facções criminosas durante o 5º Encontro Nacional de Tecnologia e Inteligência para Líderes e Gestores da Polícia Civil, ocorrido na Bahia entre 24 e 27 de agosto. O modelo resultou em 347 prisões e apreensão de R$ 476 milhões em bens em 2026.
As ações integram as 17 fases da Operação Destroyer, que cumpriram 862 ordens judiciais no ano corrente. Segundo Ganga, a metodologia foi estruturada a partir de 2023 com foco na identificação de células criminosas em municípios goianos, expandindo as operações em 2024 e ampliando a ofensiva em 2026.
A estratégia combina inteligência, atuação regional e integração com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e o sistema penitenciário. A Superintendência de Inteligência da Polícia Civil (PCGO) oferece suporte às unidades especializadas e às 25 regionais da corporação.
O intercâmbio de informações permitiu a captura de foragidos em outras unidades da Federação. Em 2025, as operações da PCGO resultaram em 696 prisões fora do estado, número que chega a 309 em 2026. A maioria dos casos envolve lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e golpes virtuais.
Ganga apresentou também a capacidade de elucidação de crimes no estado. Um estudo de julho do Instituto Sou da Paz atribuiu a Goiás a maior taxa de esclarecimento de homicídios do país, com 86%. Dados de 2026 da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) indicam que nove em cada dez homicídios são esclarecidos em Goiás.
A Polícia Civil trabalha agora na formalização de um termo de cooperação com o Distrito Federal para conectar bancos de dados de identificação de pessoas. O delegado-geral informou que a intenção é ampliar esse tipo de parceria com outras unidades da Federação.


