A ativista feminista Gloria Steinem morreu nesta sexta-feira (4), em um período marcado pela reabertura de disputas sobre direitos sexuais e reprodutivos nos Estados Unidos, onde a ofensiva conservadora resultou em retrocessos legais recentes.
A morte de Steinem ocorre enquanto pautas que definiram sua trajetória voltam ao centro do debate público. A pressão de grupos conservadores transformou a ameaça aos direitos reprodutivos em perdas concretas para as mulheres no país.
Em 2022, o Tribunal Supremo dos Estados Unidos anulou a decisão de Roe vs. Wade. A sentença havia garantido a proteção constitucional do direito ao aborto por quase 50 anos.
Com a anulação da medida, a competência para restringir ou proibir a interrupção da gravidez retornou aos governos estaduais. A decisão permitiu que cada estado definisse suas próprias leis sobre o tema.
A trajetória de Steinem foi marcada pela luta contra as mesmas barreiras que agora são reestabelecidas por meio de novas legislações e decisões judiciais nos Estados Unidos.


