A Procuradoria-Geral da República (PGR) firmou um acordo de colaboração premiada com o operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. O empresário é dono da Entre Investimentos e Participações, empresa usada para repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
A colaboração deve ajudar a Polícia Federal (PF) a identificar a origem dos recursos enviados pelo fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos, para a obra. Uma perícia privada contratada pela produtora GoUp não realizou esse mapeamento, o que é considerado fundamental pela PF para verificar se houve desvio no projeto negociado entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro.
A investigação apura por que as verbas foram enviadas para um fundo no Texas, cujo agente legal é o advogado Paulo Calixto, que atua para o deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Embora Flávio tenha afirmado que o fundo era específico para o filme, a PF investiga se o dinheiro financiou a permanência de Eduardo nos Estados Unidos.
Há contradições sobre a formalização do negócio. Flávio afirmou que Vorcaro possuía um contrato e deixou de pagar parcelas. Já o produtor executivo Mario Frias declarou que o contrato não foi assinado com Vorcaro ou com o Master, mas com a Entre Investimentos, descrita como uma pessoa jurídica distinta.
Paralelamente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu apuração preliminar sobre emendas parlamentares. Deputados do PL destinaram R$ 2,6 milhões em emendas Pix, em 2024, a uma ONG ligada à sócia da GoUp. O STF analisa se houve descumprimento de regras de transparência e rastreabilidade nos repasses.


