O Grupo Volkswagen planeja encerrar a marca Seat, empresa de origem espanhola, após anos de redução nos investimentos e na estratégia de eletrificação. A medida depende agora da aprovação do Conselho de Supervisão da companhia, formado por acionistas e representantes dos trabalhadores.
A decisão do grupo ocorre devido às baixas margens de lucro da Seat, o que tornou a marca pouco atraente para o consórcio. A empresa enfrenta dificuldades para competir com a Skoda, marca de origem checa que registra volumes de vendas significativamente superiores.
Entre o final de 2015 e o início de 2020, Luca de Meo atuou como conselheiro delegado da firma espanhola. Durante sua gestão, em 2018, ele decidiu lançar a Cupra como uma nova marca irmã da Seat.
A aposta na Cupra acabou por isolar a Seat nos planos de expansão do grupo. A nova marca passou a concentrar as atenções da matriz alemã, enquanto a marca original perdia espaço nas prioridades de investimento.
O processo de extinção da Seat ainda não foi certificado oficialmente. O Conselho de Supervisão terá a palavra final sobre a viabilidade do encerramento das atividades da marca no portfólio da Volkswagen.


