O Brasil precisa decidir o volume de recursos a serem investidos na proteção da rede elétrica contra eventos climáticos extremos, afirmou Rinaldo Pecchio, CEO da Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa), nesta quinta-feira (3), durante visita a uma subestação de energia em Assis, no interior de São Paulo.
Pecchio explicou que é tecnicamente possível construir torres capazes de suportar ventos de até 400 km/h, em vez dos habituais 120 km/h. No entanto, essa medida exige fundações maiores e estruturas mais pesadas, o que elevaria significativamente os custos da infraestrutura.
A análise ocorre diante dos riscos associados ao fenômeno El Niño. Segundo o executivo, não é viável superdimensionar todas as linhas do país, pois o investimento necessário seria excessivo. Ele defendeu que a sociedade avalie qual nível de investimento é adequado para a vulnerabilidade do país.
A estratégia da Taesa combina manutenção e prevenção com monitoramento meteorológico, planos de contingência e estruturas de emergência. O objetivo é reduzir o tempo de resposta quando ocorrem vendavais, tempestades ou queimadas que atingem a rede.
Nos últimos dois anos, a companhia destinou R$ 15 milhões para ações de resiliência, preparação de equipes e equipamentos. Pecchio informou que a solução passa por estar preparado e atuar em conjunto com outras transmissoras para respostas rápidas.
A Taesa opera 16.600 km de linhas de transmissão distribuídos por 19 unidades da Federação, abrangendo estados do Nordeste, como Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, além de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


