Oito instituições financeiras alteraram a composição de suas carteiras recomendadas para setembro de 2026, priorizando teses cíclicas e ligadas ao mercado doméstico. O movimento ocorre após a Bolsa de Valores retomar o patamar de 185 mil pontos e o índice de small caps registrar alta superior a 4% no início do mês.
A mudança de estratégia é impulsionada por sinais de convergência da inflação e a expectativa de que a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, sofra novo corte ainda em setembro. Segundo a apuração, as small caps operam com 5,1% abaixo da média móvel de seis meses, apresentando o maior desconto técnico entre os recortes do mercado.
A Orizon (ORVR3) lidera as indicações, aparecendo em cinco das oito carteiras consultadas. A companhia de gestão de resíduos, que consolidou a compra da Vital em junho por R$ 3,3 bilhões, projeta crescimento de 55,6% no Ebitda entre 2025 e 2028. No segundo trimestre de 2026, a empresa registrou Ebitda de R$ 128 milhões.
A Tenda (TEND3) surge como a principal novidade do mês, com quatro indicações. O gatilho para a recomendação é a revisão dos limites de renda do programa Minha Casa Minha Vida, com aumento de 12,3% na Faixa 1, que sobe para R$ 3.200 de renda mensal familiar. A construtora registrou crescimento de 50% no lucro no último ano.
Também aparecem com quatro recomendações a 3tentos (TTEN3), focada em agronegócio integrado, e com três indicações a Bemobi (BMOB3), OceanPact (OPCT3) e Smart Fit (SMFT3). A OceanPact baseia sua tese na combinação com a CBO, enquanto a Smart Fit encerrou o segundo trimestre de 2026 com 2.170 unidades, alta de 19% na comparação anual.
No sentido oposto, a Marcopolo, que liderava as indicações em julho, não recebeu nenhuma recomendação das instituições consultadas para o mês de setembro.


