A deputada distrital Paula Belmonte, candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF) pelo PSDB, detalhou nesta sexta-feira (4) propostas para as áreas de educação, saúde e segurança. Durante sabatina, a postulante defendeu a criação de um comitê de combate à corrupção e a implementação de escolas integrais na capital.
Sobre a saúde, Belmonte afirmou que a primeira medida de sua gestão será estabelecer um comitê de combate à corrupção, sob a condução do vice na chapa, o juiz Everardo. A candidata citou estudos que apontam a perda de 30% do orçamento por falhas de gestão e corrupção. Ela propôs a digitalização de prontuários para integrar a comunicação entre Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA).
A deputada criticou a gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), mencionando a existência de 800 cargos de livre provimento sem vínculo com a saúde. Belmonte declarou que pretende acabar com indicações políticas no órgão e garantir transparência nos gastos. Para a atenção primária, assumiu o compromisso de que todas as residências do DF sejam visitadas por agentes comunitários até 2030.
Na educação, a candidata defendeu a Escola Integral e o projeto Escola Iluminada, que prevê a oferta de café da manhã aos alunos. Belmonte afirmou que 70% das escolas não possuem refeitório e que mais da metade da rede é composta por professores temporários. A proposta inclui a contratação de efetivos e a inclusão de robótica, matemática financeira e empreendedorismo no currículo.
Questionada sobre os atos de 8 de janeiro e manifestações em quartéis, a candidata afirmou defender a liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal, embora tenha condenado o vandalismo. Belmonte negou que contradições jurídicas de familiares manchem sua campanha e informou que seu marido, então presidente do Aliança, não participou de atos antidemocráticos.
Sobre a política partidária, a deputada defendeu a possibilidade de candidaturas independentes. Ela criticou a dominação de partidos por caciques políticos e afirmou ter sido a única candidata a retirar um partido do governo atual. Belmonte também comentou casos de assédio no Legislativo local, defendendo o fortalecimento dos canais de denúncia via Procuradoria Especial da Mulher.


