A CAIXA Cultural Brasília recebe, neste final de semana, o Festival Bailão no Cerrado. Organizado pelo grupo As Fulô do Cerrado, o evento gratuito promove o intercâmbio entre mestres da cultura popular e novas gerações, com a participação de grupos tradicionais do Distrito Federal e de Pernambuco.
A iniciativa busca a preservação de manifestações populares por meio do diálogo entre a tradição e a contemporaneidade. Segundo Jéssica Carvalho, integrante das Fulô do Cerrado, o projeto visa dar visibilidade a detentores de saberes que mantêm viva a identidade cultural brasileira através da música e da dança.
No sábado (5), a dimensão formativa do festival oferece quatro oficinas gratuitas. Entre as 10h e 12h, ocorrem a fabricação de pife, com Mestre João do Pife e Vitória do Pife, no Centro Tradicional de Invenção Cultural, e a vivência de Coco Trupé, com o Coco Raízes de Arcoverde, na CAIXA Cultural. À tarde, Vitória do Pife ministra toques de pife, das 14h às 15h50, e o grupo As Fulô do Cerrado coordena a oficina de percussão no forró, das 16h30 às 18h30.
As apresentações artísticas acontecem no domingo (6), no estacionamento do espaço cultural. A programação começa às 15h com Vereda dos Mamulengos, seguida por Cortejo Tawá Tingá, Sambadeiras de Roda, Mestre João do Pife e Vitória do Pife, Boi de Seu Teodoro, As Fulô do Cerrado e encerra com Coco Raízes de Arcoverde, às 21h40. A DJ Beira Mundo assume a trilha sonora nos intervalos.
O festival valoriza a conexão entre a arte e o bioma local. Carvalho explicou que o Cerrado é um dos pilares do grupo e serve de inspiração para as composições, funcionando como uma ferramenta de valorização do meio ambiente. As inscrições para as oficinas e a retirada de ingressos para os shows devem ser feitas previamente via link.


