A Justiça italiana condenou à prisão perpétua a brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 51 anos, por coordenar o assassinato do marido, Fabio Ravasio, de 52 anos. A vítima morreu em 9 de agosto de 2024, em Parabiago, após ser atingida por um carro em um crime simulado como acidente de trânsito.
A condenação ocorreu em 15 de junho de 2026. Segundo a sentença, Adilma concebeu e organizou a ação para ter acesso ao patrimônio do companheiro e a seguros de vida. O plano envolveu oito pessoas, incluindo o filho da brasileira, Igor Benedito, apontado como o motorista do veículo, e o ex-companheiro, Marcello Trifone, também condenado à prisão perpétua.
Outros seis cúmplices receberam penas que variam de 14 anos a 24 anos de prisão. Entre eles, Massimo Ferretti, barista e ex-companheiro de Adilma, confessou que as reuniões para a emboscada ocorreram em seu estabelecimento. Ferretti afirmou ter sido dominado por um “apego doentio” pela brasileira, que teria chegado a sugerir a contratação de um matador de aluguel por 100 mil euros antes de optar por simular o acidente.
A investigação financeira identificou que Adilma transferiu 226 mil euros em 2023, parte dos quais teria sido destinada a líderes religiosos brasileiros. As movimentações envolveram operações no Brasil, França e Espanha. A brasileira, que era sócia de uma imobiliária em Magenta, possuía bens que incluíam uma BMW e uma casa na Riviera Francesa.
Os magistrados descreveram Adilma como persuasiva e influente, capaz de mobilizar pessoas sem benefício financeiro direto, como o mecânico Fabio Oliva, que preparou o carro. Para convencer os cúmplices, ela alegava ser vítima de violência doméstica e afirmava que Ravasio molestava os filhos. A defesa de Adilma e de outros três condenados anunciou recursos contra a decisão.


