O Sesc Tijuca realiza, até o dia 13 de setembro, a 11ª edição do festival Palavra Líquida, com entrada gratuita. O evento deste ano homenageia os escritores Miriam Alves e Éle Semog, referências da literatura negra brasileira, por meio de uma programação que integra literatura, música, audiovisual e artes visuais.
A curadoria do projeto, sob responsabilidade de Marília Gorito, analista de literatura do Sesc RJ, busca discutir a palavra como instrumento de memória e criação. Segundo Gorito, a homenagem a Alves e Semog reconhece trajetórias que abriram caminhos para outras vozes e propõe encontros entre diferentes gerações e linguagens.
Neste sábado e domingo, as atividades ocorrem das 11h às 20h. Éle Semog participa da mesa “Sublinhar permanências: memórias negras e continuidades”, ao lado de Dom Filó e Rei Black. No domingo, Miriam Alves conduz a vivência “Riscos da palavra: memória, corpo e criação” e participa do debate “Ar-riscar o mundo: poéticas da presença”, com Carmen Luz e Bia Ferreira.
A programação inclui a exibição do documentário “Cadernos negros”, de Joel Zito Araújo, seguido de conversa com o diretor e os homenageados. Na música, haverá apresentações de Carlos Dafé, Taís Feijão, o espetáculo “Afruturo”, de Ro Araújo, além do coletivo Catumbi 27 e do grupo DigitalDubs.
A Feira Palavra Líquida, que acontece neste fim de semana e no próximo, reúne livros, zines, artesanato e gastronomia. O público pode participar de vivências de percussão com o Bloco Afro Batikum Ilú Odara e oficinas de haicai, quadrinhos e estamparia. A exposição “Conselho para ontem” abre no dia 19 na biblioteca da unidade e segue até 11 de novembro.
Para o público infantil, o festival oferece o espetáculo “Luanda Ruanda — Histórias africanas”, o Clubinho de Leitura Adinkras e sessões de “O navegar da canoa” para bebês. Nas artes cênicas, a Companhia Urbana de Dança apresenta a montagem “Do nada, o amor”, inspirada nas obras de Miriam Alves e Éle Semog.


