O julgamento de Luís Felipe Magno Paraense da Costa, de 29 anos, acusado de matar a ex-companheira Priscyla Soares Gomes, entra no segundo dia nesta sexta-feira (4), no Tribunal do Júri, em Belém. O réu responde por homicídio qualificado, feminicídio e fraude processual por um crime ocorrido em fevereiro de 2023.
Priscyla foi encontrada morta na madrugada de 20 de fevereiro de 2023, em seu apartamento no bairro do Mangueirão. Embora a primeira hipótese tenha sido a de suicídio, laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontaram sinais de asfixia mecânica e estrangulamento, o que levou a polícia a investigar a possibilidade de homicídio.
A acusação sustenta que o réu estrangulou a vítima por ciúmes e alterou a cena do crime para simular um suicídio. Entre as provas apresentadas estão imagens de câmeras de segurança que mostram o homem no local. O Ministério Público também citou o depoimento de uma ex-namorada do acusado sobre episódios de violência física e psicológica.
Um ponto relevante da tese acusatória é que Luís Felipe trabalhou em uma empresa terceirizada dentro do IML. Para a promotoria, esse histórico indica que ele possuía conhecimento sobre procedimentos periciais e de manipulação de corpos, facilitando a tentativa de fraude processual.
A defesa nega a autoria do crime e afirma que o réu não estava no apartamento no momento da morte. O advogado baseia a tese em um álibi fornecido por uma mulher que teria mantido um relacionamento amoroso com o acusado na noite do crime. A defesa também questiona a interpretação da acusação sobre a localização do celular de Luís Felipe.
O delegado responsável pela investigação prestou depoimento por mais de três horas no primeiro dia de julgamento, detalhando as etapas do indiciamento. Ao todo, 14 pessoas devem ser ouvidas entre testemunhas de acusação e defesa antes que o Conselho de Sentença decida pela condenação ou absolvição do réu.


