O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (3) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o ministro Flávio Dino estariam articulando uma ação para desgastá-lo eleitoralmente.
Em publicação nas redes sociais, o senador relatou que Moraes e Alcolumbre teriam mantido uma conversa prolongada na quarta-feira (2), em Brasília. Segundo Flávio, os dois teriam tratado com Dino sobre uma possível medida contra sua candidatura como forma de reagir a revelações feitas pelo ministro André Mendonça.
O parlamentar reconheceu que não possui confirmação sobre o movimento e não apresentou provas, documentos ou registros que comprovem a conversa ou a participação de Dino. Ele declarou que a confirmação de tal articulação comprovaria que o Brasil virou uma “várzea, terra sem lei”, agravando a crise institucional.
Flávio relacionou o episódio à disputa presidencial de 2026, afirmando que seu grupo político representa um obstáculo a uma possível transformação do país em uma ditadura.
As declarações ocorrem após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro determinou que os elementos sejam analisados pelo plenário do STF.
Nesta quinta-feira (3), Alexandre de Moraes reagiu utilizando informações do Inquérito das Fake News para levantar suspeitas sobre a atuação de Mendonça. O ministro solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de procedimento contra o colega, mencionando as operações Sem Desconto e Compliance Zero.


