A população da Islândia rejeitou, em referendo realizado nesta sexta-feira (4), a retomada das negociações para a entrada do país na União Europeia (UE). A decisão interrompe o processo de adesão e reforça a tendência de nações prósperas de manteremem independência institucional do bloco.
O resultado da votação coloca a Islândia ao lado de outros países ricos, como Noruega e Suíça, que optaram por não integrar a União Europeia. Embora essas nações mantenham vínculos estreitos com o bloco, elas não fazem parte da estrutura formal de membro.
A decisão reabre a discussão sobre o interesse de países com economias desenvolvidas em integrar a UE. O cenário indica uma possível mudança na percepção de valor do bloco para as nações mais prósperas do continente.
Segundo a apuração, o resultado impacta a estratégia de expansão europeia. A resistência de países com alta renda questiona a eficácia do modelo de ampliação da UE para atrair novos integrantes com perfis econômicos semelhantes aos de seus membros mais ricos.


