Cerca de 7 mil bancários do Pará iniciam, nesta sexta-feira (4), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação, aprovada em assembleia no dia 31 de agosto, afeta o atendimento presencial em agências de instituições públicas e privadas em diversos municípios do estado.
Entre os bancos impactados estão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia, Bradesco, Itaú e Santander. O Banpará não participa do movimento, pois os trabalhadores da instituição aprovaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho.
A decisão pela greve teve 91,6% de aprovação dos participantes da assembleia. O grupo rejeitou a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que previa a reposição da inflação pelo INPC com aumento real de 0,6% para 2026 e 2027, índice também aplicado a auxílio-creche, vale-refeição, vale-alimentação e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
O sindicato da categoria aponta que a mobilização também ocorre devido a mudanças estruturais no setor. Segundo a entidade, houve a eliminação de 83,5 mil postos de trabalho desde 2016 e o fechamento de mais de 8,5 mil agências desde 2015.
Canais digitais, como aplicativos, internet banking, Pix e centrais telefônicas, devem continuar operando normalmente. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que 83% das transações no país são digitais, sendo 78% realizadas via celular.
Não há regra geral para a prorrogação de prazos de boletos vencidos durante a greve sem a cobrança de juros ou multas. A recomendação é a utilização de meios eletrônicos para a quitação de contas e tributos dentro do prazo.
O fim da paralisação depende do avanço das negociações entre os trabalhadores e os bancos. Caso a Fenaban apresente nova proposta, a categoria poderá ser convocada para nova assembleia.


