O Supremo Tribunal Federal (STF) informou, em nota divulgada na noite desta quinta-feira (3), que não há nenhum delegado da Polícia Federal (PF) atuando no gabinete do ministro Luiz Fux. O esclarecimento ocorreu após o sistema da Corte registrar, por erro técnico, a lotação de um servidor da PF na unidade.
A Corte explicou que uma inconsistência técnica no cadastro de pessoal exibiu temporariamente informações de servidores que não integram o quadro do Tribunal. Segundo o órgão, o único delegado cujo nome apareceu vinculado ao gabinete de Fux sequer chegou a tomar posse. A falha foi corrigida junto à empresa responsável pelo sistema.
A apuração indica que o ministro Gilmar Mendes sugeriu ao presidente da Corte, Edson Fachin, o veto à atuação de delegados da PF em gabinetes de magistrados do Tribunal.
O Supremo corrigiu a informação de que cinco delegados da PF estariam cedidos ao Tribunal. Na verdade, são quatro profissionais. Dois deles trabalham no gabinete de André Mendonça, onde reforçam investigações sobre o Banco Master e descontos indevidos de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Um dos delegados está lotado no gabinete do ministro Alexandre de Moraes. O quarto servidor atua na Polícia Judicial.


