O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (4), que pretende promover uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma no Poder Judiciário brasileiro no próximo ano. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, Lula declarou que ninguém pode utilizar cargos públicos para obter benefícios pessoais em nome da democracia.
O presidente sancionou projetos que criam fundos no sistema de Justiça com o objetivo de garantir que a população pobre seja tratada com decência. Na ocasião, ele estava acompanhado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Lula disse ter preocupação para que a sociedade não perca a fé nas instituições, citando a crise no STF. Segundo o presidente, a democracia fica vulnerável quando não existem instituições sólidas e a legislação deve ser aplicada a todos os cidadãos.
Em conversa com Fachin e Gonet, o presidente afirmou que a Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República (PGR) enfrentam alta expectativa da sociedade. Lula disse que cabe aos dois a responsabilidade de transmitir tranquilidade sem esconder informações.
O presidente classificou o momento atual como uma “época perigosa” e afirmou que fake news, vazamentos e o denuncismo não contribuem para a democracia. A fala ocorre após parte de uma investigação da Polícia Federal (PF) contra o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, ter sido vazada.
O ministro André Mendonça, relator do caso que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), determinou que a PF investigue a origem do vazamento dos dados. A decisão foi tomada após pedido da defesa de Fábio Luís.


