A produção consolidada da Brava recuou 1,1% em agosto, fechando em 81,6 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O resultado reflete a parada programada do ativo Papa-Terra, concluída no dia 7 de agosto, e foi parcialmente compensado pelo aumento da extração no campo de Parque das Conchas.
A redução mensal foi esperada por analistas do JPMorgan, que mantêm avaliação neutra para as ações da companhia. Na média entre julho e agosto, a produção atingiu 82,1 mil boe/d, volume 1,4% superior à estimativa de 80,9 mil boe/d projetada pelo banco para o terceiro trimestre.
Os maiores recuos ocorreram em Papa-Terra, com queda de 2,3 mil boe/d, e em Atlanta, que perdeu 0,6 mil boe/d. No sentido oposto, Parque das Conchas avançou 2,1 mil boe/d e Potiguar registrou alta de 0,2 mil boe/d.
A empresa informou que os níveis de produção em Papa-Terra foram normalizados após a manutenção. Em Potiguar, a retomada segue com o aumento gradual da reinjeção de vapor. A produção de óleo no local subiu para 19,2 mil bpd, segundo a XP Investimentos, em processo de recuperação após interdição da Agência Nacional do Petróleo, ANP, em outubro de 2025.
Para a XP Investimentos, se a queda em Papa-Terra fosse excluída, a produção total teria aumentado cerca de 1,4 mil boe/d no mês. Analistas da corretora classificaram a prévia como neutra por ter sido sinalizada previamente pela companhia.
O Banco Safra descreveu o cenário de agosto como de estabilidade. A instituição afirmou que a recuperação do ativo Papa-Terra e os avanços em Potiguar e Parque das Conchas contribuíram para equilibrar o resultado mensal.


