O sistema de transporte público do Rio de Janeiro registrou milhares de objetos esquecidos entre janeiro e agosto deste ano, com destaque para o MetrôRio, que contabilizou mais de 12 mil itens. Os pertences variam de documentos e celulares a objetos inusitados, como drones e próteses, com prazos de guarda que chegam a 60 dias.
No MetrôRio, a média mensal é de 1.425 chamados ao Serviço de Atendimento ao Cliente. Itens como cadeiras de praia, capacetes e até uma perna mecânica foram localizados. Os objetos ficam armazenados por até 60 dias e, após esse período, são doados a instituições sociais. Para recuperar pertences, o usuário deve preencher um formulário no site da concessionária ou ligar para o 0800 595 1111.
O sistema BRT, administrado pela MOBI-Rio, registrou 639 itens esquecidos apenas em agosto. Celulares, carteiras e documentos são os mais comuns. O prazo de guarda também é de 60 dias. Documentos como RG e CPF são enviados aos Correios, passaportes seguem para a Polícia Federal e itens suspeitos ou armas são entregues à delegacia. Alimentos perecíveis são descartados imediatamente.
Nas Barcas Rio, foram registrados 3.409 objetos entre janeiro e agosto, com média de 426 por mês. Os cartões de transporte, especialmente o RioCard, lideram a lista com 769 registros. O prazo de armazenamento para documentos e objetos em geral é de um mês, e a retirada ocorre presencialmente na Estação Praça XV.
Já no sistema ferroviário da TrensRJ, os itens mais comuns são mochilas, óculos e chaves. Documentos e objetos ficam guardados por 45 dias, enquanto bicicletas permanecem por 60 dias. O que não é retirado é doado para a Sociedade União Infantil Protetora dos Animais (Suipa), e a documentação é encaminhada aos Correios.
Nos ônibus urbanos, a recuperação é menos centralizada, dependendo muitas vezes de outros passageiros. Um homem de 25 anos relatou ter recuperado a carteira em um ponto final da linha 905, entre Irajá e Bonsucesso, embora tenha perdido o dinheiro e o cartão de crédito que estavam no objeto.


